Sinto-me perdida, no meio de toda esta multidão, apesar de
estar aqui muita gente … sinto-me só! Resguardo-me num canto da sala, para que
ninguém repare na minha presença, e é certo que ninguém reparou, fiquei ali até
serem horas de ir embora.
(…..)
A chuva bate na minha janela como se fossem pedras atiradas
contra mim, como se eu fosse um monstro, como se eu tivesse culpa de o céu
estar cinzento… limito-me a ficar sentada na cadeira, balouçando de um lado
para o outro sem tirar os olhos da janela. De vez em quando contemplo a minha
imagem no espelho, canto, (…) e
volto a olhar para a janela… só quero
aqueles dias de sol, céu azul e calor, acho que só aí estou feliz e me vêm boas
recordações, parece que com a chuva apenas me apodero das más recordações, dos
maus sentimentos, das más expressões no olhar, na face e mau humor para quem
amo…

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