terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Relógio do passado =$


Os ponteiros não se mexem, mas as pessoas movimentam-se, as coisas acontecem e o tempo passa, mas então porquê que o meu relógio não trabalha? Decidi sentar-me e analisar a situação. Cheguei  à conclusão de que eles estavam a funcionar. No meu pensamento é que não, estou aprisionada no passado, nas horas, nos minutos e nos segundos do passado. Simplesmente parece que não quero viver o presente, aproveitar tudo de bom que ele tem para me proporcionar. Ou talvez não quisesse viver o presente. Existem pessoas e pessoas, momentos e momentos, houve uma pessoa que me fascinou, e que hoje numa amiga se tornou. É simples, querida e sincera, é alguém que apesar das poucas horas, poucos minutos, poucos segundos a conviver com ela, já se tornou importante, já se tornou numa pessoa que me faz acreditar. Fez com que os meus ponteiros voltassem a funcionar. É só uma amiga, mas quem sabe se um dia não será uma grande amiga.
 Parcialmente tudo está bem, sou normal, sou quieta, sou meiga, mas literalmente não é bem assim, dentro de mim existe uma revolta contra o passado, que se aprisiona somente nesse relógio que não funciona e que eu não consigo arrancar do pulso. É como se fosse algo colado com cola super 3, algo que estivesse ali e não fosse para sair, assim como a Lua e o Sol que estão no céu, sempre, mas às vezes não os vemos porque não queremos, não que eles não estejam lá, mas porque não queremos, ou simplesmente não conseguimos mesmo vê-los. Isso acontece com os amigos, por vezes dizemos estar sozinhos, na verdade não, os verdadeiros amigos estão sempre aqui, apenas não estão da forma que queríamos, mas sim da forma que precisamos que eles estejam!

Nós nunca perdemos amigo, apenas descobrimos quem são os verdadeiros =’)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

hOje estou triste =(


Sinto-me perdida, no meio de toda esta multidão, apesar de estar aqui muita gente … sinto-me só! Resguardo-me num canto da sala, para que ninguém repare na minha presença, e é certo que ninguém reparou, fiquei ali até serem horas de ir embora.

(…..)

A chuva bate na minha janela como se fossem pedras atiradas contra mim, como se eu fosse um monstro, como se eu tivesse culpa de o céu estar cinzento… limito-me a ficar sentada na cadeira, balouçando de um lado para o outro sem tirar os olhos da janela. De vez em quando contemplo a minha imagem no espelho, canto, (…)  e volto  a olhar para a janela… só quero aqueles dias de sol, céu azul e calor, acho que só aí estou feliz e me vêm boas recordações, parece que com a chuva apenas me apodero das más recordações, dos maus sentimentos, das más expressões no olhar, na face e mau humor para quem amo… 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Três r’s da vida: riqueza, responsabilidade e respeito


Ao longo da vida, temos vários obstáculos para ultrapassar, enfrenta-mo-nos com pessoas boas e pessoas más, sim elas gostam de ser tratadas como tal, enfrenta-mo-nos com momentos bons, muito bons, maus e péssimos. Às vezes andamos perdidos no meio da multidão, à procura de algo ou alguém, acabando por não encontrar nada e estar tudo mesmo ali, à nossa frente. Pensamos estar num jardim murcho, sem vida, pensamos que tudo e todos nos odeiam e que estamos sozinhos, pensamos que não somos ninguém e que não devíamos existir, certo? Ou será que só eu sinto e penso isto?
Seguimos o nosso caminho novamente, olhando em redor e vendo todos nas suas vidas, apenas não vemos os seus pensamentos, não sabemos se estão bem ou mal, se são felizes ou infelizes, nós não sabemos nada de ninguém. Apenas o que nos dão o prazer de saber. Achamos sempre que somos as piores pessoas, que só nós temos todos os problemas, e os mais graves, será mesmo assim? Talvez sim, talvez não. Não devemos de nos fazer de “coitadinhos”, junto dos outros pois não sabemos o que guardam eles dentro de si. Só sei que sei, que aquilo que tenho dentro de mim é muito rico, vale ouro. Tenho amizades verdadeiras e razões para ser feliz, tudo isso e o que está incluído neles, faz com que eu seja uma pessoa muito rica, e com mil e uma razões para sorrir. Por ter uma riqueza tão grande dentro de mil, por ter barras de ouro guardadas em mim, tenho de ter responsabilidades, talvez as maiores do mundo. Às vezes, enquanto vou andando pela rua, com os phones nos ouvidos, vendo o meu reflexo nas montras vou pensado, de como as vezes é fixe quebrar as regras, pois é, o problema está quando vêm as consequências. Não cumpro as responsabilidades, sofro as consequências e depois choro, culpo-me, grito, e faço de tudo para mudar, dava tudo para voltar atrás. Se eu tivesse pensado antes de falar ou agir, não teria sido assim. A minha maior responsabilidade é respeitar o outro, fazer tudo para conservar as verdadeiras amizades, sem as magoar ou sem ser injusta. Sou super mal educada com quem me quer bem, com quem me ajuda, não é por mal, será que vale a pena pedir desculpa? Não sei se vale, mas peço na mesma. DESCULPA! =’(
Respeito, respeito, respeito, respeito, respeito, respeito, respeito, respeito, respeito, respeito, respeito, respeito (…), palavra que me segue!

Um dia, eu tenho a certeza de que um dia vou ser rica por ter tudo o que tenho, vou ser responsável para cuidar e preservar tudo o que tenho e irei ter respeito por tudo o que tenho, para que esse tudo tenha respeito por mim!


domingo, 15 de janeiro de 2012

Sentimento desconhecido


Um olhar bem longínquo durante todo o dia. Não sei bem porquê, apenas sei que ao acordar me olhei ao espelho como sempre, e passei a mão pelo rosto. O olhar não tinha o mesmo brilho de sempre, o sorriso não predominava e eu simplesmente estava triste. Talvez não fosse bem o meu dia, ou talvez estivesse apenas incomodada com algo, com um sentimento, com uma pessoa, não sei.
Todo o dia foi secante, ninguém dizia nada que me fizesse sorrir, menos uma criança que estava no hiper mercado que me olhou nos olhos e me deu um sorriso cheio de ternura. Porque de resto olhava à minha volta e haviam várias pessoas numa correria, mas nada fazia sentido, ninguém fazia sentido, era tudo uma seca, era tudo parvo!  E eu sentia-me como apenas  mais uma no meio de todos, onde todos reparavam na minha tristeza e me perguntavam se estava doente, eu respondia que não, e retribuíam-me com uma resposta do tipo, “então onde está a menina que nos faz sorrir, que alegra o nosso ambiente?”, e eu simplesmente não sabia o que responder, o meu coração acelerava e eu  dizia “tenho sono”. Não me sentia bem em lugar algum, com pessoa alguma, apenas queria estar sozinha e pesquisar a que se devia tal sentimento, tal tristeza. Não encontrei qualquer resposta. Restou-me apenas dormir e acordar hoje e não sei, mas acho que não existem muitas melhoras.

Os sentimentos que desconhecemos, por vezes são aqueles que mais nos assombram, e nós estamos apenas a tentar mudá-lo dizendo que não sabemos bem o seu nome! =X

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

(...)


Olho para trás e vejo apenas memórias, recordações que quero que fiquem bem lá no passado, bem escondidas, porque são más. As boas, terei sempre o prazer de as recordar vezes sem conta, se não me perturbarem é claro.
Hoje se me encontrasse no ambiente de anos anteriores, estaria com certeza presa em pensamentos maus, seria o patinho feio, e aquela a quem todos apontavam o dedo, e hoje…hoje não. Hoje tenho novos amigos, um novo ambiente que me rodeia, que não me deixa pensar nessas coisas, é muito melhor assim, pois assim quer dizer que estou a conseguir superar alguma coisa, ainda bem que assim é, estava tão farta de viver fechada no “meu mundo”, aquele em que tudo estava contra mim, que todos me odiavam, que eu não era ninguém para ninguém, simplesmente um motivo de gozo e mais nada!
As pessoas que magoam as outras, não têm qualquer noção de que um dia poderão ser elas a estar no papel da outra pessoa, e aí verão o quanto é bom sentir na pele…

Acreditando em nós mesmos, e tendo força de vontade, conseguimos superar tudo e todos! =)